12/04 ~ Rita Benneditto em Tecnomacumba

Rita Benneditto em Tecnomacumba

Artista celebra a força e o tempo de seu bem-sucedido Tecnomacumba, que completou 15 anos em 2018 com lançamento de single e de clipe inéditos, além da chegada às plataformas dos álbuns relacionados ao projeto. A festa continua em 2019, no Teatro Rival, dia 12 de abril, no centro do Rio.

O ano de 2003 representa um marco na vida de Rita Benneditto. Na ocasião, a cantora maranhense, cujo timbre é um dos mais expressivos da nossa música, estreava um show no qual jogava luz sobre aspectos da nossa ancestralidade – e que muito dizem da nossa identidade enquanto Cultura e Nação. O show era o Tecnomacumba e o nome não poderia ser mais apropriado. No repertório, pontos e rezas ligados às religiões de matrizes africanas mesclados a temas da MPB, de autores como Gilberto Gil e Jorge Ben Jor, em que entidades-símbolos da nossa fé são louvados/evocados. Tudo isso apresentado com arranjos modernos, em roupagem eletrônica, que saía então dos clubes e ganhava de vez as pistas mundo afora. Por uma coisa (ou muitas delas) a artista não esperava: 1) que o projeto renderia frutos (são três os registros,  um de estúdio e dois ao vivo, sendo um deles o DVD); 2) que iria longe (foi visto até em Dakar, no Senegal) e, 3) os prêmios em reconhecimento (o show ganhou o Prêmio Rival Petrobras e a cantora, o da Música Brasileira). Mais ainda: Rita não esperava que o show tivesse vida própria (se consolidando como manifesto de resistência cultural) e seguisse em paralelo à sua própria carreira. E essa vida própria completou 15 anos em 2018, celebrando a força e o tempo de Tecnomacumba. O show será apresentado no dia 12 de abril de 2019 no Teatro Rival Petrobras, no Rio de Janeiro.

Com o show, Rita provou que o elo que une nossa música à eletrônica tem como alicerce o bater do tambor. Dos tambores, melhor dizendo, cujos ecos reverberam para além dos terreiros, passando pelas patuscadas e rodas de samba (de roda) que animam os Fundos de Quintal (em maiúsculas e com trocadilho) de aqui, no Recôncavo ou nos rincões do Brasil. Acontece que um show é também um organismo vivo. E pulsa. Ao longo desses 15 anos, não se manteve estático, fiel a um roteiro previamente elaborado e, portanto, imutável. Não em se tratando de Rita Benneditto. O show amadureceu – assim como sua intérprete – e possibilitou a ela experimentar, ousar e, por que não?, reinventar-se. E as transformações são em muitos aspectos. O mais nítido deles talvez seja o repertório, que foi dando lugar a temas e canções como “De mina” (Josias Sobrinho), “Mamãe Oxum (Domínio Público) e, a mais recente delas, “7Marias”, composição da própria Rita em parceria com Felipe Pinaud. A canção tem agora clipe próprio, no ar desde setembro de 2018 com mais de 350 mil visualizações. Esse é, aliás, um dos motivos que Rita festeja. O outro atende a um antigo pleito dos fãs: o de disponibilizar nas plataformas digitais os álbuns “Tecnomacumba” e “Tecnomacumba a tempo e ao vivo”.

Mas, falávamos das transformações pelas quais o projeto passou no decorrer desses 15 anos… Outra delas é em relação à sonoridade. A banda Cavaleiros de Aruanda, que acompanha a artista desde a estreia do projeto, conta agora com os músicos Fred Ferreira (guitarras e vocais), Bruno Migliari (baixo e vocais) e Ronaldo Silva (bateria, programações e vocais).

A longevidade desse bem-sucedido projeto pode ser explicada a partir da junção de alguns fatores cruciais. O primeiro deles talvez seja a perseverança. Da artista, dos músicos e da equipe por ele responsável. Perseverança que ganhou da crítica a acolhida necessária para seguir adiante. E que encontrou no contato com o público a acolhida para ir além. Muitos são os espectadores que já perderam a conta das vezes que assistiram ao show. E entre os fãs do projeto estão grandes colegas da cena e de ofício. Gente como Maria Bethânia (que participou do CD ao vivo e do DVD), Alcione, Beth Carvalho, Ney Matogrosso, Leci Brandão, Sandra de Sá, Margareth Menezes e companheiros de geração como Daúde, Mart’ nália, Marcos Suzano, Davi Moraes e, claro, Zeca Baleiro, coprodutor (ao lado de Mario Manga) do CD de estreia da artista, lançado em 1997.

Entre os colegas ilustres que reconhecem o talento da artista está o cantor e compositor Caetano Veloso. No texto escrito para o DVD do show, o baiano não só destaca as qualidades vocais da intérprete como confirma sua fama de visionário ao prenunciar: “Este disco tem um futuro intrigante e pode vir a dizer mais do que parece agora”. Caetano tinha (e tem) razão. O projeto não só disse como diz ainda. Muito sobre um país que não pode ser perdido, apagado. Ainda mais (e sobretudo) no Brasil de agora.

BIOGRAFIA RITA BENNEDITTO

A origem de Rita, em São Benedito do Rio Preto – Maranhão, pautou a escolha de seu novo nome artístico. Projetada como Rita Ribeiro, a artista decidiu adotar em 2012 o nome de Rita Benneditto como homenagem a sua cidade natal e a seu pai, Fausto Benedito Ribeiro.

A cantora começou sua carreira em São Luís, aos 15 anos. Desde então, participou de festivais internacionais, ganhou prêmios e foi indicada ao Grammy Awards 43d, na categoria de melhor álbum de pop latino pelo CD Pérolas aos Povos, que foi distribuído pela gravadora Putumayo World Music.

Após três álbuns lançados, sua popularidade sempre crescente aumentou mesmo com o inovador “Tecnomacumba“, uma intervenção cultural e manifesto de brasilidade que virou fenômeno independente da mídia. No repertório, pontos e rezas ligados às religiões de matrizes africanas, mesclados a grandes clássicos da MPB e beats eletrônicos. Dois CDs e um DVD registram o projeto que completou 15 anos em 2018. Sucesso de público por onde passa, Tecnomacumbaenfrenta o tempo, reafirma a identidade do povo brasileiro e é sinônimo de resistência.

A discografia de Rita Benneditto possui oito álbuns e um single, 7Marias, o mais recente lançamento da artista. 7Marias é uma reverência ao poder feminino através do universo das pombagiras, entidades cultuadas nos terreiros de candomblé e umbanda brasileiros. O clipe, disponível no Youtube, já conta com mais de 350 mil visualizações.

Atualmente Rita Benneditto se envereda por quatro projetos distintos: “Suburbano Coração” (com Jaime Alem), “Som e Fúria” (com Jussara Silveira), “Zabumba Beat” e “Tecnomacumba“, explorando ao máximo sua potência e versatilidade artística.

Leia biografia completa em:  http://ritabenneditto.com.br/biografia/

Discografia:

1997 – CD Rita Ribeiro

1999 – CD Pérolas aos Povos

2001 – CD Comigo

2006 – CD Tecnomacumba

2008 – CD e DVD Três Meninas do Brasil

2009 – CD e DVD Tecnomacumba – a tempo e ao vivo

2014 – CD Encanto

2015 – CD Som e Fúria

2018 – Single 7Marias


Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 12 de Abril (Sexta-feira) Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: Mezanino: R$ 90,00 (Inteira), R$ 70,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 45,00 (meia-entrada). || Pista: R$ 80,00 (Inteira), R$ 60,00 (Promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 40,00 (Meia). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/TeatroRival_Ingressos2GIaEKp  Bilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo.