Fernanda
renova e reinventa grandes canções de mestres como Chico Buarque,
Zé Kéti, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, entre outros.
Quem assina o cenário do show é o premiado arquiteto mineiro Fernando
Maculan e a designer Andréa Costa Gomes, responsável pelo projeto
gráfico do disco. A direção musical é de John Ulhoa, que também foi
produtor do álbum.
Fernanda
Takai é acompanhada pela banda: John Ulhoa (guitarra, violão e vocais),
Lulu Camargo (teclados), Mariá Portugal (bateria, percussão e vocais)
e Thiago Braga (baixo e violão)
SERVIÇO
Fernanda Takai
Local: Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia
Data: 4 e 5/6 (quarta e quinta)
Horário: 19h30
Preço: De R$ 40 até R$ 50
http://www.rivalpetrobras.com.br/
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Fafá emerge intensa das águas
de disco de 1977
Resenha de Show
Título: Água
Artista: Fafá de Belém (em fotos de Mauro Ferreira)
Participação especial: Mariana Belém
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 29 de maio de 2009
Em cartaz até sábado, 30 de maio de 2009, às 19h30m
Projetada de forma nacional em 1975, ao gravar o samba-de-roda Filho
da Bahia para a trilha sonora da novela Gabriela, Fafá de Belém teve
sua carreira fonográfica consolidada em 1977 com o êxito artístico
e comercial do LP Água, seu melhor trabalho na brejeira fase inicial
de sua discografia. Trinta e dois anos depois de lançar o álbum que
logo pôs nas paradas sucessos como Sedução (Milton Nascimento e Fernando
Brant) e o bolero Foi Assim (Paulo André e Ruy Barata), Fafá revisitou
o repertório do disco em show idealizado a convite da organização
da edição de 2009 da Virada Cultural paulista. Foi esse lindo show
que a cantora trouxe esta semana ao Rio de Janeiro para três apresentações
no Teatro Rival.
Fafá emerge forte das águas deste repertório denso, de textura regional.
Sua voz ainda transita pelos mesmos tons das gravações originais,
só que com a vantagem de ter encorpado e ganhado maturidade. A abertura
do show é especialmente envolvente. Quem aparece no palco é Mariana
Belém, filha da cantora, evocando a imagem juvenil da Fafá dos anos
70 ao cantar Tamba-Tajá. Esta música deu título ao primeiro LP de
Fafá e foi a partir do roteiro do show homônimo - estreado em maio
de 1976 no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro (RJ) - que a intérprete
começou a pescar o repertório que iria compor o disco Água, reeditado
uma mísera vez em CD, em 1993, na (desleixada) série Colecionador.
Finda a abertura, na qual Fafá se encontra com Mariana, a cantora
começa a cantar propriamente o repertório do disco, enfileirando as
12 músicas de Água na ordem em que elas aparecem no LP original, produzido
por Roberto Santana, a quem faz generosos elogios em cena. Pauapixuna
(Paulo André e Ruy Barata) - o tema que abria o disco - ganha interpretação
marcada por coreografias intensas. Na sequência, Araguaia (Rinaldo
Barra) é veículo para o momento de maior brilho de Mariana Belém,
que sustenta bem o refrão urdido em tons altos. A excelência do repertório
- que conjuga climas sensuais e interioranos - é valorizada pela ótima
banda que divide o palco com Fafá. Com o detalhe de que dois músicos
- o baterista Ricardo Costa e o violonista Chiquito Braga, também
diretor musical do atual show - tocaram no álbum Água.
Intérprete de recursos teatrais, Fafá vai da densidade emocional de
Leilão (Hekel Tavares e Joracy Camargo) à leveza da Canção Passarinho
(Luiz Violão), desaguando no lirismo empostado de Ontem ao Luar (Catulo
da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara), cantiga à moda antiga que
ela entoa sentada na rede posicionada numa das extremidades do palco.
Na sequência, pela ordem do disco, deveria vir Raça (Milton Nascimento
e Fernando Brant) - número que serve de pretexto para rodopios e para
a longa apresentação da banda - mas Fafá antecipa Cidade Pequenina,
a bela (e única!) parceria de Caetano Veloso com Roberto Menescal.
Retomada a ordem do disco, a partir de Raça, chegam os hits Sedução
e Foi Assim. Em Sedução, Mariana Belém, até então eficiente nos backing-vocals,
volta ao centro do palco para dueto com Fafá, sem mostrar maturidade
para encarar música cheia de malícia. Em Foi Assim, é Fafá quem não
aproveita todas as possibilidades da música, entoada com alegria incondizente
com a melancólica resignação expressada nos versos sobre o fim de
uma paixão. O rigor estilístico que norteia o show é recuperado a
partir do sublime número seguinte: o medley que une O Andarilho (Dalton
Vogeler e Orlando Silveira) com a sofrida Ave Maria dos Retirantes,
tema de grande interiorização em que Zé Canuto cita na flauta a Ave
Maria de Gounod. Um fecho de ouro para um dos melhores shows de Fafá
de Belém, que, no bis, então já fora do repertório do disco, surpreende
ao cantar Elomar (O Pedido) antes de reviver seus hits iniciais Filho
da Bahia e Emoriô nas águas do regionalismo brejeiro que pontou seu
memorável início de carreira. Que ela volte a mergulhar nessas águas
em futuro CD...
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Marisa Orth solta a voz no
Teatro Rival
Publicada em 22/05/2009 às 10h27m
O Globo
Mariana Belmont
RIO
- Que Marisa Orth é boa atriz, todo mundo sabe. Mas talvez nem todos
se lembrem de que ela também é boa cantora. Quer tirar a prova? Desta
sexta (22.05) a domingo (24.05) ela solta a voz em "Romance vol. II",
no Teatro Rival. O show, que esteve em cartaz por mais de um ano em
São Paulo, mistura música, texto, improvisação e humor, com um repertório
que traduz as várias fases do relacionamento amoroso - da conquista
à fossa (tem Tim Maia, Roberto Carlos, Rita Lee...).
- O show carioca certamente vai ser muito melhor, porque agora temos
um domínio maior das músicas - acredita Marisa.
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Siba (ex-Mestre Ambrósio)
faz rara aparição no Rio
Tárik de Souza, Jornal do Brasil
20:02 - 21/05/2009
RIO - Em rara
aparição, dia 26, no Teatro Rival, Siba (ex-Mestre Ambrósio) e a Fuloresta
exibem Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar, CD em que
unem a tradição rural da Zona da Mata pernambucana e a tecnologia
urbana.
Como funciona o intercâmbio de elementos musicais urbanos e rurais
dessa parceria?
- O tipo de vida rural que foi o ambiente original da música e da
poesia rimada na Mata Norte já não existe, o que forçou os artistas,
da geração anterior à minha, a um esforço de atualização, que eu já
encontrei sólido 19 anos atrás. A formação mais cosmopolita que eu
tenho só me possibilita dispor de mais variedade de informação musical
externa. Mas não altera o processo em si da elaboração musical do
grupo.
Há um estranhamento por este som oferecer um tipo de harmonização
diferente da música do Sudeste. Explique melhor essa divergência estética.
- Trata-se de uma tradição, um jeito de ver e sentir diferente. Nossa
música é antes poesia, com estética própria. O som é veículo para
o texto rimado, que é o foco da criação. Em lugar de formas de canção,
estrofes intercaladas por temas instrumentais curtos. E a sonoridade
mais dura, de uma música forjada nas ruas, talvez ajude no “estranhamento”.
Acha que seu trabalho ainda está dentro dos cânones abertos pelo movimento
mangue beat?
- Se entendido como cultivo da diversidade, sintonia com o mundo,
espírito de colaboração e relação respeitosa e subversiva com o que
se entende por tradição, sim.
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Solar, Leila ilumina 'elegância
antiga' de Gudin
Blog "Notas Musicais", de Mauro Ferreira
Maio 16, 2009
Sem
se apresentar no Rio de Janeiro (RJ) desde 1976, ano em que levou
aos palcos cariocas (com Márcia e com o fiel parceiro Paulo César
Pinheiro) o show O Importante É que Nossa Emoção Sobreviva, Eduardo
Gudin retornou à cidade na noite de ontem, 15 de maio de 2009, para
dividir a cena do Teatro Rival com Leila Pinheiro. O pretexto foi
badalar o recém-lançado CD homônimo do show, Pra Iluminar, em que
a cantora joga luz sobre a obra do compositor. Somente a volta de
Gudin ao Rio já seria suficiente para fazer o show - em cartaz somente
até hoje, 16 de maio - se destacar na programação musical da cidade.
Contudo, o show em si é muito bonito e supera o álbum, que não consegue
transmitir toda a beleza desse encontro afinado entre Leila e Gudin.
Em cena, a cantora passa uma vibração que a gravação ao vivo do CD
não conseguiu captar por inteiro - até pela disposição linear das
faixas.
O repertório do show extrapola o roteiro perpetuado no disco. Com
Gudin ao violão, Leila apresenta até um inédito choro-canção do compositor,
Elegância Antiga, pontuado pelo saxofone de Leo Gandelman, convidado
especial das duas apresentações. O título deste tema, aliás, bem poderia
caracterizar a obra de Gudin, autor de sambas que vão ficando antigos,
associados a uma MPB mais tradicional, mas que se conservam majestosos
em sua elegância atemporal. Obra que cai bem na voz sempre afinada
e segura de Leila, que já entra solar em cena para cantar a música
que dá nome ao disco e ao show, Pra Iluminar. A essa técnica invejável,
a intérprete alia o prazer com que (re)apresenta um samba como Ainda
Mais, levando o público a perceber a beleza melódica e poética desta
parceria de Gudin com Paulinho da Viola, gravada por Leila em um de
seus melhores álbuns, Na Ponta da Língua (EMI Music, 1998). Inicialmente
tímido, Gudin se solta em cena ao contar a longa história da parceria,
concluída ao longo de 12 anos.
Vale ressaltar que cantora e compositor contam a seu favor com banda
irretocável, formada por feras como o baixista Jorge Helder. Samba
lançado por Clara Nunes (1942 - 1983) em 1978, Mente, por exemplo,
brilha com o toque virtuoso do bandolim de Afonso Machado. Da mesma
forma que a flauta de Gandelman é a cereja do bolo em Luzes da Mesma
Luz. Apesar de este tema ter certa densidade emocional, o show supera
o disco por transcorrer mais leve, com roteiro que surpreende ao incluir
Euforia, parceria de Gudin com Nelson Cavaquinho (1911 - 1986) e Roberto
Riberti, precedida no show por Juízo Final, a licença poética do repertório.
Inédito na voz de Leila, o samba Euforia - em cuja primeira parte
se identifica a grife melódica de Cavaquinho - é de 1982 e ganhou
recente gravação de Dona Inah em CD, Olha Quem Chega, também dedicado
inteiramente à obra de Gudin. A propósito, Olha Quem Chega - primeira
parceria de Gudin com Paulo César Pinheiro, composta no fim dos anos
60 e lançada por Elizeth Cardoso em 1972 no primeiro volume do álbum
duplo Preciso Aprender a Ser Só - é ouvida no show na voz opaca do
próprio autor em registro de tom afetivo. É a criação pelo criador.
No bloco final, Leila transita pela Paulista, cai no samba à moda
paulista em Praça 14 Bis e tinge Verde - samba que fez sua carreira
deslanchar em 1985 - com as mesmas cores vivas do arranjo mais lento
apresentado no Festival dos Festivais. Verde simboliza metaforicamente
o momento em que o Brasil voltou a respirar os ventos da democracia.
Contudo, Gudin soube também retratar em sua obra o período de asfixia
e, dessa vertente, o roteiro revive Mordaça, número dos mais aplaudidos
- certamente também por conta da imensa carga política já indissociada
do tema - e estrategicamente posicionado antes de Verde. Na sequência,
Boa Maré e Maior É Deus celebram a fé na vida e preparam o terreno
para que Gudin encerre o show cantando Velho Ateu (a voz de Leila
se faz ouvir somente do meio para o final do belo samba). Iluminado
pela luz da obra do compositor, o público sai feliz do teatro. Como
também feliz foi a volta de Eduardo Gudin aos palcos cariocas, guiado
pela voz firme de Leila Pinheiro. Elegância antiga!
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Lula Queiroga lança terceiro
álbum solo no Teatro Rival
Publicada em 13/04/2009 às 11h48m
O Globo
Lula Queiroga - Arquivo
RIO
- O cantor Lula Queiroga lança o seu terceiro álbum solo, "Tem juízo
mas não usa", em dois shows, nesta sexta (17.04) e no sábado (18.04),
no Teatro Rival Petrobras. A estreia contará com a participação especial
de Moska. Além das novas canções e parcerias, Lula reserva outras
surpresas, como o cenário, composto por fotografias enviadas por amigos
e fãs, especialmente para fazer parte da turnê.
Essa iniciativa é apenas uma parte do que Lula Queiroga tem aproveitado
da web 2.0 para promover o disco novo. Seu site oficial agora abriga
somente conteúdo básico, e o material restante está pulverizado em
outros espaços, o que permite ao fã circular pela rede e conhecer
vários sites do artista. Para músicas e agenda de shows: Myspace;
para conhecer melhor o processo de criação das músicas e ler o diário
de viagem da turnê: blog; para assistir a vídeos diversos, de clipes
a trechos de shows: Youtube, e assim por diante.
A banda que acompanha Lula é formada por Eduardo Braga (A Roda) na
guitarra, Fabrício Belo nos teclados e programações, Yuri Queiroga
na guitarra e programações, e os irmãos Lucky Luciano e Tostão Queiroga
no baixo e na bateria, respectivamente.
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Escola de samba do mundo gay
faz grito de carnaval no teatro Rival
Sidney Rezende - Carnavalesco
No
dia 05 de fevereiro, próxima quinta-feira, o teatro Rival-Petrobras
terá um grito de carnaval com as cores do Arco-Íris, pois subirá ao
palco para conduzir essa noite de folia a escola de samba Arco-Íris
e Amor, que é a primeira composta por gays, lésbicas bissexuais, transgêneros
e simpatizantes.
Ela foi fundada no
dia 7 de julho de 2007, pelo intérprete Rhichahs com o intuito de
acabar e romper as barreiras dos preconceitos.
- A verdadeira intenção mesmo, é homenagear os excêntricos artistas
do carnaval, que são os gays. Pois são eles que fazem as alegorias,
os adereços, as fantasias e a folia se tornar contagiante. O gay é
que faz todo esse mundo de ilusão dentro do carnaval - disse o cantor
e presidente da escola de samba.
O novo dirigente conta mais sobre o projeto e o grito de carnaval
no teatro Rival. - Teremos mestre-sala e porta-bandeira, bateria e
vários intérpretes amigos cantando grandes clássicos do universo do
samba, com muita alegria e irreverência. A nossa finalidade é fazer
dessa noite uma grande festa, pois é a primeira vez que subimos no
palco de um teatro. Iremos homenagear figuras gays tradicionais da
cidade como: Jane Di Castro e as Divinas Divas, Isabellita dos Patins,
entre outras.
Além disso, a noite contará com uma cozinha extraordinária, aos cuidados
dos "mestres" Jaguara, Felipe D'Angola, Silvão, Macalé e Ari Bispo,
que prometem mostrar porque estão incluídos entre os melhores ritmistas
do Brasil.
- Estamos atualmente, estruturando a escola com a criação de departamentos
e diretorias, porque temos projetos futuros de um dia chegarmos a
Marquês de Sapucaí.
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Cátia
de França apresenta cantorias em show no Rival
Publicada
em 16/12/2008 às 10h38m
O Globo
RIO
- Integrante do movimento musical que revelou artistas nordestinos
como Zé Ramalho, Fagner e Alceu Valença, a cantora e compositora Cátia
de França se apresenta nesta terça (16.12) no Teatro Rival.
Assista ao clipe das músicas "Geração" e "Rio Capibaribe"
Cátia
apresentará o repertório de seu último disco, "Hóspede da Natureza",
gravado num estúdio caseiro na cidade de São Pedro da Serra, no interior
do estado do Rio, onde a cantora vive desde 2006.
A compositora
começou sua carreira musical no Rio, no final dos anos 1970, quando
teve canções gravadas por outros cantores nordestinos, como Amelinha
e Xangai. Hoje, porém, poucos cariocas conhecem seu trabalho.
- Aqui
o povo não liga o nome à pessoa, apesar de conhecerem músicas minhas,
como "Kukukaya" e "Coito das araras". No Nordeste, a gente tem público
certo. Não adianta ficar naquele. Tem que vir para onde as cobras
estão criando (risos).
Além
das canções mais recentes, Cátia incluiu no roteiro do show uma série
de cantorias do Pantanal, como "Antoninha, me leva" e "Coisas que
eu canto", que ela interpretará ao lado do parceiro Xangai.
Acompanham
a cantora os músicos Marcelo Bernardes (sopro), Léo Palma e Jacaré
(percussão) e Sérgio Chiavazolli (guitarra).
Cátia
de França @ Teatro Rival. Rua: Álvaro Alvim, 33/37 Cinelândia. Ter,
às 19h30m. R$ 30 e R$ 20 (os 150 primeiros pagantes)
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Jornal
O Dia
18/11/2008 01:31:00
Tia
Surica tempera o samba 
Pastora da Velha Guarda
da Portela, famosa pela feijoada, celebra aniversário em show no Rival
Julio Biar
Rio - Iranete Ferreira
Barcellos,uma senhora de voz potente e cozinheira de mão cheia, moradora
de Oswaldo Cruz, resolveu comemorar seu aniverário em grande estilo,
rodeada de amigos. “São 68 anos bem vividos”, diz Iranete, mais conhecida
pelo apelido que ganhou da avó na infância: Surica.
Em show no Teatro Rival,
hoje, às 19h30, a tia mais famosa da Velha Guarda da Portela vai reunir
os companheiros Monarco, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho e Marquinhos
de Oswaldo Cruz — “Alexandre Pires e Jorge Aragão ficaram de aparecer”,
entrega. E ela promete esticar os festejos. “Ontem fiz apenas uma
‘jantinha básica’ lá em casa, hoje tem o show e, dia 29, um feijão
na Cidade do Samba”, anima-se.
Seu feijão, aliás,
leva centenas de pessoas à quadra da Portela, no primeiro sábado de
cada mês um sucesso seguido pelas co-irmãs. “A idéia é minha, da (pastora)
Áurea , da Cristina (Buarque) e do Marquinhos da Oswaldo Cruz. Começamos
com 250 pessoas no bar da Tia Vicentina. A Portela era um gigante
adormecido, hoje em dia a quadra está bombando ”, lembra a sambista.
Também responsável
pelo renascimento do ‘Trem do Samba’, Marquinhos acompanha a carreira
da cantora. “São poucas as pessoas que colocam tanto sentimento quando
cantam. A voz da Tia Surica é inconfundível, assim como a do ‘Seu’
Monarco”, derrama-se.
Acompanhada pelo Grupo
Semente e pelo maestro Paulo 7 Cordas, a aniversariante promete cantar
sucessos como ‘Quantas Lágrimas’, de Manacéa, ‘Foi Um Rio Que Passou
Em Minha Vida’, o hino azul-e-branco de Paulinho da Viola, e ‘Ditado
Certo’, de Monarco.
A admiração pelo companheiro
da Velha Guarda faz a pastora brincar. “É igual à Portela: se eu for
falar de Monarco, hoje eu não vou terminar”, diz, parodiando o samba
‘Passado de Glória’, clássico do compositor. “Surica tem um passado
digno, chegou a puxar o samba-enredo ‘Memórias de um Sargento de Milícias’,
em 1966”, retribui Monarco, lembrando a vitória portelense embalada
pela voz da pastora.
Em 2004, Tia Surica
lançou seu primeiro disco solo e quer repetir a experiência. Enquanto
não volta aos estúdios, ela divide seu tempo entre o samba e a culinária.
“Não tem ciência, tudo o que você faz com amor, a tendência é dar
certo”, ensina.
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OUTUBRO 31, 2008 - NOTAS MUSICAIS
Machete se equilibra no trapézio do ecletismo
Prestes a lançar o
CD e DVD Eu Não Sou Nenhuma Santa pela gravadora EMI Music, Silvia
Machete está encerrando a série de shows calcados em seu primeiro
independente disco, Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos,
editado em 2006. Cultuada na cena indie carioca por conta do caráter
performático de suas interpretações, Machete sobe literalmente no
trapézio e consegue se equilibrar no ecletismo de um roteiro que vai
de Roberto e Erasmo Carlos (Gente Aberta, bem-sacado lado B) a Sérgio
Sampaio (Foi Ela), passando por Guns N' Roses (Sweet Child of Mine).
A propósito, o tema de Axl Rose e Slash foi rebobinado em dueto com
o talentoso Momo na apresentação única agendada pela cantora no Teatro
Rival e feita na noite de quinta-feira, 30 de outubro - com direito
a uma peruca azul posta na cabeça de Momo e a um ventilador manuseado
pela intérprete.
É sintomático, aliás,
que o roteiro inclua Girls Just Want to Have Fun, o sucesso de Cyndi
Lauper. No palco, Machete é uma cantora que parece querer somente
diversão. E, sim, ela diverte com seus bambolês e com as performances
acrobáticas. Contudo, Machete consegue entreter sua platéia não somente
pelo fato de lançar mão de truques circenses, mas por se mostrar uma
cantora afinada e de universo bem original. Ao subir no trapézio,
a propósito, a cantora entoa lá do alto 2 Hot 2 Be Romantic, parceria
sua com Nick Jones que soa como um clássico da canção americana da
primeira metade do século 20. Quando canta Curare (Bororó) cheia de
dengo, bem acompanhada pelo violão de Edu Krieger, Machete se mostra
apta a vôos musicais mais altos - ainda que ela soe especialmente
talhada para um repertório que se preste mais a um tom jocoso e sensual.
Nessa linha, Eu Não Tenho Namorado - pérola juvenil do repertório
de Celly Campelo (1942 - 2003) - é um achado e ganha registro gracioso
da artista. Comunicativa, Silvia Machete tem sobrenome que rima com
chacrete - como a própria, perspicaz, ressalta em cena - e mostra
que sabe comandar o seu auditório ao vivo e em cores quentes e sensuais
como o vermelho que adorna o cenário kitsch. Nem era preciso recorrer
a tantos convidados. Machete, por si, garante a atenção do público.
posted by Mauro Ferreira at 10:28
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Virgínia
amarra show camerístico com laço afro

Resenha de show
Título: Recomeço
Artista: Virgínia Rodrigues
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 16 de outubro de 2008
Cotação: * * * * 1/2
Em cartaz até sábado, 18 de outubro de 2008, às 19h30m
Quando se aventura a encarar uma interpretação a capella
de Por Toda Minha Vida, no bis do show de lançamento de seu
quarto CD, Recomeço, Virgínia Rodrigues
já nem consegue surpreender a platéia, pois, no decorrer do recital,
a cantora baiana já havia mostrado tantas interpretações arrepiantes
como a do bis que o público, embora embevecido, já nem fica impactado
diante do virtuosismo vocal da artista. Já soa até natural tanta beleza
e força naquela voz projetada na peça Bai Bai Pelô,
encenada em 1994 pelo Bando de Teatro Olodum, do qual saiu também
o ator Lázaro Ramos, uma das presenças vips da estréia nacional do
novo show de Virgínia, na noite de quinta-feira, 16 de outubro de
2008, no Teatro Rival, no mesmo palco onde a cantora se apresentou
pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1997, para lançar seu CD de
estréia, o luminoso Sol Negro, infelizmente
já tirado de catálogo.
Em cartaz até sábado, 18 de outubro, o show Recomeço
segue obviamente a estética camerística do recém-lançado disco homônimo,
mas sem reproduzir exatamente o som ouvido no álbum. Prmeiro, porque
o pianista que gravou o CD com Virgínia e fez os arranjos, Cristóvão
Bastos, não integra o trio que acompanha a cantora em cena. Cabe no
show ao igualmente virtuoso Itamar Assiére assumir o piano e assinar
os arranjos calcados no instrumento. Segundo, porque a cantora amarra
o roteiro com o laço afro que caracteriza seu canto operístico que
transita na fronteira entre o lírico e o popular. A ponto de o show
ser encerrado (antes do bis) com quente afro-samba, Labareda,
adornado pela percussão refinada de João Bani e acompanhado (no refrão)
pelo público enquanto a cantora ensaia uns passos de dança pelo palco.
Labareda vem do repertório do CD anterior da artista, Mares
Profundos (2003), do qual a cantora pesca também o Canto
de Xangô e o Canto de Ossanha, este numa interpretação
absolutamente arrebatadora que (re)afirma a total propriedade de Virgínia
ao se apoderar dos afro-sambas de Baden Powell (1936 - 2000) e Vinicius
de Moraes (1913 - 1980). É dela!!!
Extrapolando o repertório do CD Recomeço,
a cantora apresenta também uma sublime Melodia Sentimental,
pouco antes de realçar toda a melancolia contida em Hora da Razão,
um dos sambas nobres do repertório do compositor baiano Batatinha
(1924 - 1997). Contudo, Virgínia Rodrigues não nega as liberdades
estéticas e estilísticas testadas em Recomeço
("Cada disco é um desafio", confidenciou em cena, na estréia). Emoldurada
ora pelo toque do violoncelo de Iura Ranevsky, ora pelo piano de Assiére,
ou mesmo pelos dois, a voz de mezzo-soprano da cantora passeia lírica
e majestosa por músicas como Alma, Canção de Amor,
Todo Sentimento, Beatriz (destaque do show, como
no disco) e Boa Noite, Amor - todas regravadas no CD que
a gravadora Biscoito Fino acaba de pôr nas lojas. Pena que, ainda
insegura com as músicas mais difíceis, como Triste Baía da Guanabara
e Porto de Araújo (a propósito, duas apropriadas sugestões
de Olivia Hime, diretora artística da Biscoito Fino), Virgínia Rodrigues
precise ler as letras das composições enquanto as canta. Mas isso
é detalhe pequeno de um show de grande beleza que merece ser apreciado.
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Tributo a Waly
Salomão no Rival: 'Quem fala de mim tem paixão'
O
Globo Online
Leonardo Lichote
24/9/2008
Retrato 'familiar'
durante o ensaio para o show / Foto Leonardo Aversa"Nada que se aproxima
nada me é estranho
Fulano sicrano e beltrano
Seja pedra seja planta
seja bicho seja humano"
Os versos de "Olho
de lince", na voz do próprio autor Waly Salomão, abriram o tributo
(Adriana Calcanhotto preferiu chamar de "visita") ao poeta nesta terça-feira
no Rival. Hoje, quarta, tem de novo. Recomendo.
As palavras da abertura
ecoam ao longo do show. "Nada me é estranho". Não apenas pelos versos
- que cortam e costuram lúdico e lúbrico, sentimentalismo e cinismo,
instinto e cultura. Mas sobretudo porque, na estréia, ficaram marcadas
para mim, mais que as semelhanças, as diferenças entre aqueles artistas
reunidos em torno de Waly: Jards Macalé, Calcanhotto e VulgoQinho
& Os Cara (banda que tem entre seus integrantes Omar Salomão,
filho do homem). O poeta era a intersecção possível entre eles - não
a única, claro, mas talvez a mais forte.
Adriana:
- Waly me deu muito,
mas o mais importante foi um Macalé e um Omar.
Macalé:
- Sorte sua que ele
só deu um de cada.
"Fulano sicrano e beltrano".
O violão masculino (agressivo até quando terno) dele, o violão feminino
(frágil na forma, mas contundente) dela - tudo era Waly. Assim como
VulgoQinho & Os Cara, (quase) sempre. A banda deu um vigor, hmmm...,
jovem - difícil escrever isso sem pensar no personagem do Chico Anysio
falando "pô, mão, sou xovem", mas acho que a palavra é essa mesma
- à obra do homenageado. Jovem, mas não ingênuo, com seus grooves
quebrados, guitarra cheia de texturas etc. Bateu mal no meu ouvido
só a leitura de "Juízo final", de Nelson Cavaquinho e Elcio Soares
- um belo exemplo de descompasso entre canção e interpretação, uma
leitura de quem não faz a mínima idéia do que são aqueles versos,
aquela melodia. Como o grupo, de uma forma geral, o vocalista Qinho
se saiu bem no encontro com Calcanhotto e Macalé. Tem boa voz e estilo,
mas muitas vezes o segundo parece pesar mais na balança - e o abuso
de dicção arrastada, repleta de (muitas aspas) """""""carioquice"""""""
não ajuda.
Mais uns comentários
soltos:
- "Anjo exterminado"
e "Anjo exterminado" são duas canções completamente diferentes - uma
na voz de Calcanhotto, outra na de Macalé. As duas ótimas
- "Cobra coral" tá
bonita. Assim como "Real Grandeza", "Dona de castelo", "A fábrica
do poema", "Vapor barato"...
- Calcanhotto cumpriu
sua promessa e fez uma música inédita sobre poema de Waly, "Motivos
banais reais". Googlando, achei uma referência sobre uma versão musicada
feita por Caetano Veloso. Mas não descobri mais nada.
- O final - todos perdidos,
meio sem saber o que fazer no palco enquanto rolava a gravação de
"Ponto de luz" - foi bem anticlímax
***
Abaixo, como foi ontem
(terça). Hoje (quarta) deve ser por aí também:
Voz de Waly declamando
"Olho de lince"
Macalé e VQ&OC
"Olho de lince"
"Negra melodia"
"Mal secreto"
Macalé
"Revendo amigos"
"Real Grandeza"
Macalé e Calcanhotto
"Dona de castelo"
"Anjo exterminado"
"Teu nome mais secreto"
Calcanhotto
"Remix século XX"
"A fábrica do poema"
"Motivos banais reais",
com participação de Omar
Calcanhotto e VQ&OC
"Cobra coral"
VQ&OC
Omar declama "Barroco"
"Bom dia"
"Juízo final"
"Soubesse cantar"
VQ&OC, Macalé e
Calcanhotto
"Vapor barato"
Vídeo de Waly cantando
"Vingança"
--- BIS ---
VQ&OC, Macalé e
Calcanhotto
"Ponto de luz"
***
Vindo para a redação,
ouvi "Queda" (de Luciano Salvador Bahia) no rádio, na voz de Celso
Fonseca. Conheço também na gravação de Marcia Castro e, toda vez que
ouço a música, sorrio e penso o mesmo: que canção fantástica! Sobretudo
quando chega o verso "Viver é perigoso".
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Jards
Macalé homenageia o poeta Waly Salomão em show no Rival
O Globo
Online
RIO
- Seis anos após a sua morte, o poeta Waly Salomão será homenageado
na terça-feira e na quarta-feira no palco do Rival Petrobras. A noite
será conduzida por um dos principais parceiros musicais de Waly, o
cantor Jards Macalé, e terá a participação de Adriana Calcanhotto.
Omar Salomão, filho de Waly, recitará poemas do pai acompanhado por
sua banda, Vulgo Qinho & Os Cara.
Entre
as canções selecionadas para o show, estão alguns clássicos da música
brasileira compostos pela dupla Waly-Macalé, como "Vapor Barato" e
"Mal Secreto". Macalé, que dedicou seu penúltimo disco "Real Grandeza"
ao amigo, quer evitar que a noite ganhe um tom triste ou nostálgico.
- Prefiro
não falar em tributo, porque isso tem um significado meio esquisito.
O que vamos fazer é "visitar" o Waly. Ele está vivo através de sua
obra, que é muito poderosa. Onde está Waly? Amanhã ele vai estar lá
no palco do Rival.
O show
será aberto por Macalé e Vulgo Qinho, que cantarão o a música "Negra
Melodia". Em seguida, o anfitrião cede o palco para Adriana Calcanhotto
e a banda convidada. A cantora mostrará ao público uma poesia de Waly,
musicada por Adriana especialmente para o show. Ouça a faixa "Anjo
Exterminado, gravada por Adriana Calcanhotto e Jards Macalé.
- Este
show será uma espécie de encontro de amigos, algo intimista. Acho
que esse clima de homenagem não tem muito a ver com a noite, disse
Omar Salomão.
Omar
pretende cantar, também, algumas poesias de suas autoria, como "Soubesse
cantar", que após virar música, tornou-se um dos maiores sucessos
de sua banda. Além disso, foram incluídas no repertório do show algumas
canções de Waly feitas em parceria com outros compositores, como "Cobra
coral", musicada por Caetano Veloso.
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Jards
Macalé e Adriana Calcanhotto em tributo ao poeta Waly Salomão
JB
Online
RIO
- O cantor e compositor Jards Macalé foi convocado para prestar uma
homenagem a um saudoso parceiro e amigo: o poeta, compositor e produtor
Waly Salomão, um importante nome da cultura brasileira.
Macalé
irá se juntar a Omar Salomão, filho de Waly, e contará com as participações
especiais de Adriana Calcanhotto e a banda VulgoQinho & Os Cara,
para um espetáculo recheado de clássicos da produtiva obra desse artista.
O encontro
de gerações que promete emocionar e ficar na história da MPB acontece
nesta terça e quarta, às 19h30, no Teatro Rival, que fica na Rua Álvaro
Alvim, 33, Cinelândia.
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