Paulista apaixonada pelo Rio, Maria Gadú
mostra no Teatro Rival as músicas
que conquistaram Caetano e Milton

Publicada em 15/10/2009 – O Globo – Rio Show - Por Marina Gonçalves

Ela já avisou até via Twitter: a música que está bombando na novela "Viver a vida" é "Shimbalaiê", com i. O nome, que não significa nada em português, resume a paz que Maria Gadú sentia quando compôs a música, aos 10 anos, na Ilha Grande. Doze anos depois, é do mesmo jeito simples que a paulista, que veio passar a virada de 2007 no Rio e nunca mais voltou, apresenta nesta sexta (16.10) e no sábado (17.10) no Teatro Rival essa e mais outras grandes sacadas do seu primeiro CD que já conquistou meio mundo no hall dos grandes nomes da música - Caetano e Milton Nascimento são fãs confessos.

Dos bares da Tijuca e da Barra, onde começou a tocar na Cidade Maravilhosa, ao primeiro grande show de lançamento do CD no Rio, Gadú manteve a suavidade da voz, com ares de sempre gripada e o estilo doce e simples no palco. Além da falta de rótulos do disco, que inclui composições próprias como "Shimbaleiê" e "Dona Cila" - uma linda homenagem à avó - a "Baba", de Kelly Key, "Ne me quite pas", com uma levada meio tango, e "História de Lily Braun", de Chico e Edu Lobo.

- Gosto de música, de tudo. Meu pai de criação é músico, minha avó também era. Passei a infância ouvindo música clássica nos vinis dela.

" Gosto muito das diferenças do Rio e de São Paulo. Mas a beleza incansável do Rio de Janeiro tira qualquer dor de cabeça "

Mesmo tão nova Gadú tem muita estrada. A carreira começou nos bares de São Paulo, ainda na adolescência. No começo de 2008, de férias no Rio, veio o convite para cantar na minissérie "Maysa". Foi quando ela resolveu ficar de vez. A primeira temporada de shows foi em janeiro, no Cinemateque, antes do carnaval. Na segunda, em abril, Gadú já estava contratada pela Som Livre.

Os shows do Cinemateque eram para experimentar mesmo. A banda dos sonhos - segundo a própria, que bate palma para os músicos a cada música - estava ainda crua. Depois de passar pelo Vivo Rio e por shows menores no Rival, o entrosamento é visível. Mas, apesar do sucesso e das apresentações lotadas, Gadú diz não ter planos para o segundo disco.
- São registros de 20 anos, das minhas escolhas, influências, experiências. Nunca tinha pensando em ficar famosa. E não fico me cobrando para lançar o próximo, não tenho pressa. Melhor assim.

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Loalwa Braz, a voz da lambada,
faz show
no Rival e aposta
no sucesso do zouk para voltar
a fazer sucesso no Brasil

Publicada em 23/09/2009 – Rio Show- Online – Por José Raphael Berrêdo

Qualquer pessoas com mais de 25 anos provavelmente se lembra do sucesso da lambada no fim da década de 80, início dos anos 90. Com o hit "Chorando se foi", o grupo Kaoma, principal representante do ritmo no país, vendeu mais de 25 milhões de discos, conquistou 80 discos de ouro e platina e rodou o mundo numa turnê que durou cinco anos. A banda acabou em 1998, mas o passado ainda rende bons frutos para a cantora Loalwa Braz, que viaja mais de dez países por temporada. Nesta semana, quarta e quinta (23 e 24.09), é a vez do Teatro Rival, na Cinelândia, receber a artista para recordar o bate-coxa latino, aproveitando a onda do zouk, a versão recauchutada da lambada.

- Ninguém contesta que o zouk é a lambada, com alguns passos novos - afirma a cantora. - Mas no show mostro também outras facetas. Canto salsa, tango, samba...
" Fomos muito roubados pelos produtores do Kaoma. Para a quantidade de discos que vendemos, era para sermos milionários".

Loalwa, que é casada há cinco anos com um francês, se divide entre Paris, cidade na qual mora desde 1985, e uma fazenda no Espírito Santo, para onde pretende, em breve, se mudar de vez para descansar - ela prefere não contar o nome da cidade para manter a privacidade. Carioca de Jacarepaguá, se formou artisticamente entre o piano clássico ensinado pela mãe desde os quatro anos e a orquestra popular da qual o pai fazia parte, com direito a Jackson do Pandeiro batucando na sala de casa.
Dessa mistura surgiu a cantora e compositora do Kaoma, que pretende comemorar as duas décadas da explosão de "Chorando se foi" com a gravação de um DVD, marcada para outubro, em Vitória.

- Já fiz turnê com Tina Turner e Janet Jackson, sendo que éramos (o Kaoma) o ponto alto dos shows - lembra Loalwa, que vive confortavelmente graças à continuidade do trabalho solo. - Fomos muito roubados pelos produtores do Kaoma. Para a quantidade de discos que vendemos, era para sermos milionários. Se eu não seguisse a carreira, não teria a vida que tenho - lamenta.

Os shows no Rival terão participações especiais de Binho (mestre da bateria da Beija-Flor e instrumentista do Pique Novo) e da percussionista Laísa Sapucaí. Na quinta, é quase certa a presença de ritmistas da Grande Rio, escola que teve o samba-enredo deste ano passado gravado, em francês, pela cantora.


" Ainda canto nos mesmos tons e danço que nem pipoca, em cima de um salto 12. Só não vou contar sobre o dia seguinte "


Para quem tem dúvidas sobre o desempenho de Loalwa nos palcos, duas décadas depois do auge da carreira, ela responde:
- Ainda canto nos mesmos tons e danço que nem pipoca, em cima de um salto 12. Só não vou contar sobre o dia seguinte - brinca a cantora, que cuida da saúde com boas noites de sono e alimentação regrada.

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Fernanda Takai brilhando os olhos

Por Fernando Feroli. - Blog Atras de Diversão

Fernanda Takai sobe ao palco do Rival Petrobras com o show “Onde brilhem os olhos seus”, título que dá nome ao seu primeiro trabalho solo, dirigido por Nelson Motta, em que a cantora traz músicas que fizeram parte do repertório de Nara Leão.

Fernanda renova e reinventa grandes canções de mestres como Chico Buarque, Zé Kéti, Roberto e Erasmo Carlos, Caetano Veloso, entre outros.
Quem assina o cenário do show é o premiado arquiteto mineiro Fernando Maculan e a designer Andréa Costa Gomes, responsável pelo projeto gráfico do disco. A direção musical é de John Ulhoa, que também foi produtor do álbum.

Fernanda Takai é acompanhada pela banda: John Ulhoa (guitarra, violão e vocais), Lulu Camargo (teclados), Mariá Portugal (bateria, percussão e vocais) e Thiago Braga (baixo e violão)

SERVIÇO
Fernanda Takai
Local: Teatro Rival Petrobras - Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia
Data: 4 e 5/6 (quarta e quinta)
Horário: 19h30
Preço: De R$ 40 até R$ 50
http://www.rivalpetrobras.com.br/

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Fafá emerge intensa das águas de disco de 1977

Resenha de Show
Título: Água
Artista: Fafá de Belém (em fotos de Mauro Ferreira)
Participação especial: Mariana Belém
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 29 de maio de 2009
Em cartaz até sábado, 30 de maio de 2009, às 19h30m

Projetada de forma nacional em 1975, ao gravar o samba-de-roda Filho da Bahia para a trilha sonora da novela Gabriela, Fafá de Belém teve sua carreira fonográfica consolidada em 1977 com o êxito artístico e comercial do LP Água, seu melhor trabalho na brejeira fase inicial de sua discografia. Trinta e dois anos depois de lançar o álbum que logo pôs nas paradas sucessos como Sedução (Milton Nascimento e Fernando Brant) e o bolero Foi Assim (Paulo André e Ruy Barata), Fafá revisitou o repertório do disco em show idealizado a convite da organização da edição de 2009 da Virada Cultural paulista. Foi esse lindo show que a cantora trouxe esta semana ao Rio de Janeiro para três apresentações no Teatro Rival.

Fafá emerge forte das águas deste repertório denso, de textura regional. Sua voz ainda transita pelos mesmos tons das gravações originais, só que com a vantagem de ter encorpado e ganhado maturidade. A abertura do show é especialmente envolvente. Quem aparece no palco é Mariana Belém, filha da cantora, evocando a imagem juvenil da Fafá dos anos 70 ao cantar Tamba-Tajá. Esta música deu título ao primeiro LP de Fafá e foi a partir do roteiro do show homônimo - estreado em maio de 1976 no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro (RJ) - que a intérprete começou a pescar o repertório que iria compor o disco Água, reeditado uma mísera vez em CD, em 1993, na (desleixada) série Colecionador.

Finda a abertura, na qual Fafá se encontra com Mariana, a cantora começa a cantar propriamente o repertório do disco, enfileirando as 12 músicas de Água na ordem em que elas aparecem no LP original, produzido por Roberto Santana, a quem faz generosos elogios em cena. Pauapixuna (Paulo André e Ruy Barata) - o tema que abria o disco - ganha interpretação marcada por coreografias intensas. Na sequência, Araguaia (Rinaldo Barra) é veículo para o momento de maior brilho de Mariana Belém, que sustenta bem o refrão urdido em tons altos. A excelência do repertório - que conjuga climas sensuais e interioranos - é valorizada pela ótima banda que divide o palco com Fafá. Com o detalhe de que dois músicos - o baterista Ricardo Costa e o violonista Chiquito Braga, também diretor musical do atual show - tocaram no álbum Água.

Intérprete de recursos teatrais, Fafá vai da densidade emocional de Leilão (Hekel Tavares e Joracy Camargo) à leveza da Canção Passarinho (Luiz Violão), desaguando no lirismo empostado de Ontem ao Luar (Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara), cantiga à moda antiga que ela entoa sentada na rede posicionada numa das extremidades do palco. Na sequência, pela ordem do disco, deveria vir Raça (Milton Nascimento e Fernando Brant) - número que serve de pretexto para rodopios e para a longa apresentação da banda - mas Fafá antecipa Cidade Pequenina, a bela (e única!) parceria de Caetano Veloso com Roberto Menescal.

Retomada a ordem do disco, a partir de Raça, chegam os hits Sedução e Foi Assim. Em Sedução, Mariana Belém, até então eficiente nos backing-vocals, volta ao centro do palco para dueto com Fafá, sem mostrar maturidade para encarar música cheia de malícia. Em Foi Assim, é Fafá quem não aproveita todas as possibilidades da música, entoada com alegria incondizente com a melancólica resignação expressada nos versos sobre o fim de uma paixão. O rigor estilístico que norteia o show é recuperado a partir do sublime número seguinte: o medley que une O Andarilho (Dalton Vogeler e Orlando Silveira) com a sofrida Ave Maria dos Retirantes, tema de grande interiorização em que Zé Canuto cita na flauta a Ave Maria de Gounod. Um fecho de ouro para um dos melhores shows de Fafá de Belém, que, no bis, então já fora do repertório do disco, surpreende ao cantar Elomar (O Pedido) antes de reviver seus hits iniciais Filho da Bahia e Emoriô nas águas do regionalismo brejeiro que pontou seu memorável início de carreira. Que ela volte a mergulhar nessas águas em futuro CD...

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Marisa Orth solta a voz no Teatro Rival

Publicada em 22/05/2009 às 10h27m
O Globo
Mariana Belmont

RIO - Que Marisa Orth é boa atriz, todo mundo sabe. Mas talvez nem todos se lembrem de que ela também é boa cantora. Quer tirar a prova? Desta sexta (22.05) a domingo (24.05) ela solta a voz em "Romance vol. II", no Teatro Rival. O show, que esteve em cartaz por mais de um ano em São Paulo, mistura música, texto, improvisação e humor, com um repertório que traduz as várias fases do relacionamento amoroso - da conquista à fossa (tem Tim Maia, Roberto Carlos, Rita Lee...).

- O show carioca certamente vai ser muito melhor, porque agora temos um domínio maior das músicas - acredita Marisa.

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Siba (ex-Mestre Ambrósio) faz rara aparição no Rio

Tárik de Souza, Jornal do Brasil
20:02 - 21/05/2009

RIO - Em rara aparição, dia 26, no Teatro Rival, Siba (ex-Mestre Ambrósio) e a Fuloresta exibem Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar, CD em que unem a tradição rural da Zona da Mata pernambucana e a tecnologia urbana.

Como funciona o intercâmbio de elementos musicais urbanos e rurais dessa parceria?

- O tipo de vida rural que foi o ambiente original da música e da poesia rimada na Mata Norte já não existe, o que forçou os artistas, da geração anterior à minha, a um esforço de atualização, que eu já encontrei sólido 19 anos atrás. A formação mais cosmopolita que eu tenho só me possibilita dispor de mais variedade de informação musical externa. Mas não altera o processo em si da elaboração musical do grupo.

Há um estranhamento por este som oferecer um tipo de harmonização diferente da música do Sudeste. Explique melhor essa divergência estética.

- Trata-se de uma tradição, um jeito de ver e sentir diferente. Nossa música é antes poesia, com estética própria. O som é veículo para o texto rimado, que é o foco da criação. Em lugar de formas de canção, estrofes intercaladas por temas instrumentais curtos. E a sonoridade mais dura, de uma música forjada nas ruas, talvez ajude no “estranhamento”.

Acha que seu trabalho ainda está dentro dos cânones abertos pelo movimento mangue beat?

- Se entendido como cultivo da diversidade, sintonia com o mundo, espírito de colaboração e relação respeitosa e subversiva com o que se entende por tradição, sim.

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Solar, Leila ilumina 'elegância antiga' de Gudin

Blog "Notas Musicais", de Mauro Ferreira
Maio 16, 2009


Sem se apresentar no Rio de Janeiro (RJ) desde 1976, ano em que levou aos palcos cariocas (com Márcia e com o fiel parceiro Paulo César Pinheiro) o show O Importante É que Nossa Emoção Sobreviva, Eduardo Gudin retornou à cidade na noite de ontem, 15 de maio de 2009, para dividir a cena do Teatro Rival com Leila Pinheiro. O pretexto foi badalar o recém-lançado CD homônimo do show, Pra Iluminar, em que a cantora joga luz sobre a obra do compositor. Somente a volta de Gudin ao Rio já seria suficiente para fazer o show - em cartaz somente até hoje, 16 de maio - se destacar na programação musical da cidade. Contudo, o show em si é muito bonito e supera o álbum, que não consegue transmitir toda a beleza desse encontro afinado entre Leila e Gudin. Em cena, a cantora passa uma vibração que a gravação ao vivo do CD não conseguiu captar por inteiro - até pela disposição linear das faixas.

O repertório do show extrapola o roteiro perpetuado no disco. Com Gudin ao violão, Leila apresenta até um inédito choro-canção do compositor, Elegância Antiga, pontuado pelo saxofone de Leo Gandelman, convidado especial das duas apresentações. O título deste tema, aliás, bem poderia caracterizar a obra de Gudin, autor de sambas que vão ficando antigos, associados a uma MPB mais tradicional, mas que se conservam majestosos em sua elegância atemporal. Obra que cai bem na voz sempre afinada e segura de Leila, que já entra solar em cena para cantar a música que dá nome ao disco e ao show, Pra Iluminar. A essa técnica invejável, a intérprete alia o prazer com que (re)apresenta um samba como Ainda Mais, levando o público a perceber a beleza melódica e poética desta parceria de Gudin com Paulinho da Viola, gravada por Leila em um de seus melhores álbuns, Na Ponta da Língua (EMI Music, 1998). Inicialmente tímido, Gudin se solta em cena ao contar a longa história da parceria, concluída ao longo de 12 anos.

Vale ressaltar que cantora e compositor contam a seu favor com banda irretocável, formada por feras como o baixista Jorge Helder. Samba lançado por Clara Nunes (1942 - 1983) em 1978, Mente, por exemplo, brilha com o toque virtuoso do bandolim de Afonso Machado. Da mesma forma que a flauta de Gandelman é a cereja do bolo em Luzes da Mesma Luz. Apesar de este tema ter certa densidade emocional, o show supera o disco por transcorrer mais leve, com roteiro que surpreende ao incluir Euforia, parceria de Gudin com Nelson Cavaquinho (1911 - 1986) e Roberto Riberti, precedida no show por Juízo Final, a licença poética do repertório. Inédito na voz de Leila, o samba Euforia - em cuja primeira parte se identifica a grife melódica de Cavaquinho - é de 1982 e ganhou recente gravação de Dona Inah em CD, Olha Quem Chega, também dedicado inteiramente à obra de Gudin. A propósito, Olha Quem Chega - primeira parceria de Gudin com Paulo César Pinheiro, composta no fim dos anos 60 e lançada por Elizeth Cardoso em 1972 no primeiro volume do álbum duplo Preciso Aprender a Ser Só - é ouvida no show na voz opaca do próprio autor em registro de tom afetivo. É a criação pelo criador.

No bloco final, Leila transita pela Paulista, cai no samba à moda paulista em Praça 14 Bis e tinge Verde - samba que fez sua carreira deslanchar em 1985 - com as mesmas cores vivas do arranjo mais lento apresentado no Festival dos Festivais. Verde simboliza metaforicamente o momento em que o Brasil voltou a respirar os ventos da democracia. Contudo, Gudin soube também retratar em sua obra o período de asfixia e, dessa vertente, o roteiro revive Mordaça, número dos mais aplaudidos - certamente também por conta da imensa carga política já indissociada do tema - e estrategicamente posicionado antes de Verde. Na sequência, Boa Maré e Maior É Deus celebram a fé na vida e preparam o terreno para que Gudin encerre o show cantando Velho Ateu (a voz de Leila se faz ouvir somente do meio para o final do belo samba). Iluminado pela luz da obra do compositor, o público sai feliz do teatro. Como também feliz foi a volta de Eduardo Gudin aos palcos cariocas, guiado pela voz firme de Leila Pinheiro. Elegância antiga!

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Lula Queiroga lança terceiro álbum solo no Teatro Rival

Publicada em 13/04/2009 às 11h48m
O Globo
Lula Queiroga - Arquivo

RIO - O cantor Lula Queiroga lança o seu terceiro álbum solo, "Tem juízo mas não usa", em dois shows, nesta sexta (17.04) e no sábado (18.04), no Teatro Rival Petrobras. A estreia contará com a participação especial de Moska. Além das novas canções e parcerias, Lula reserva outras surpresas, como o cenário, composto por fotografias enviadas por amigos e fãs, especialmente para fazer parte da turnê.

Essa iniciativa é apenas uma parte do que Lula Queiroga tem aproveitado da web 2.0 para promover o disco novo. Seu site oficial agora abriga somente conteúdo básico, e o material restante está pulverizado em outros espaços, o que permite ao fã circular pela rede e conhecer vários sites do artista. Para músicas e agenda de shows: Myspace; para conhecer melhor o processo de criação das músicas e ler o diário de viagem da turnê: blog; para assistir a vídeos diversos, de clipes a trechos de shows: Youtube, e assim por diante.

A banda que acompanha Lula é formada por Eduardo Braga (A Roda) na guitarra, Fabrício Belo nos teclados e programações, Yuri Queiroga na guitarra e programações, e os irmãos Lucky Luciano e Tostão Queiroga no baixo e na bateria, respectivamente.

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Escola de samba do mundo gay faz grito de carnaval no teatro Rival

Sidney Rezende - Carnavalesco

No dia 05 de fevereiro, próxima quinta-feira, o teatro Rival-Petrobras terá um grito de carnaval com as cores do Arco-Íris, pois subirá ao palco para conduzir essa noite de folia a escola de samba Arco-Íris e Amor, que é a primeira composta por gays, lésbicas bissexuais, transgêneros e simpatizantes.

Ela foi fundada no dia 7 de julho de 2007, pelo intérprete Rhichahs com o intuito de acabar e romper as barreiras dos preconceitos.

- A verdadeira intenção mesmo, é homenagear os excêntricos artistas do carnaval, que são os gays. Pois são eles que fazem as alegorias, os adereços, as fantasias e a folia se tornar contagiante. O gay é que faz todo esse mundo de ilusão dentro do carnaval - disse o cantor e presidente da escola de samba.

O novo dirigente conta mais sobre o projeto e o grito de carnaval no teatro Rival. - Teremos mestre-sala e porta-bandeira, bateria e vários intérpretes amigos cantando grandes clássicos do universo do samba, com muita alegria e irreverência. A nossa finalidade é fazer dessa noite uma grande festa, pois é a primeira vez que subimos no palco de um teatro. Iremos homenagear figuras gays tradicionais da cidade como: Jane Di Castro e as Divinas Divas, Isabellita dos Patins, entre outras.

Além disso, a noite contará com uma cozinha extraordinária, aos cuidados dos "mestres" Jaguara, Felipe D'Angola, Silvão, Macalé e Ari Bispo, que prometem mostrar porque estão incluídos entre os melhores ritmistas do Brasil.

- Estamos atualmente, estruturando a escola com a criação de departamentos e diretorias, porque temos projetos futuros de um dia chegarmos a Marquês de Sapucaí.

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Cátia de França apresenta cantorias em show no Rival

Publicada em 16/12/2008 às 10h38m
O Globo

RIO - Integrante do movimento musical que revelou artistas nordestinos como Zé Ramalho, Fagner e Alceu Valença, a cantora e compositora Cátia de França se apresenta nesta terça (16.12) no Teatro Rival.
Assista ao clipe das músicas "Geração" e "Rio Capibaribe"

Cátia apresentará o repertório de seu último disco, "Hóspede da Natureza", gravado num estúdio caseiro na cidade de São Pedro da Serra, no interior do estado do Rio, onde a cantora vive desde 2006.

A compositora começou sua carreira musical no Rio, no final dos anos 1970, quando teve canções gravadas por outros cantores nordestinos, como Amelinha e Xangai. Hoje, porém, poucos cariocas conhecem seu trabalho.

- Aqui o povo não liga o nome à pessoa, apesar de conhecerem músicas minhas, como "Kukukaya" e "Coito das araras". No Nordeste, a gente tem público certo. Não adianta ficar naquele. Tem que vir para onde as cobras estão criando (risos).

Além das canções mais recentes, Cátia incluiu no roteiro do show uma série de cantorias do Pantanal, como "Antoninha, me leva" e "Coisas que eu canto", que ela interpretará ao lado do parceiro Xangai.

Acompanham a cantora os músicos Marcelo Bernardes (sopro), Léo Palma e Jacaré (percussão) e Sérgio Chiavazolli (guitarra).

Cátia de França @ Teatro Rival. Rua: Álvaro Alvim, 33/37 Cinelândia. Ter, às 19h30m. R$ 30 e R$ 20 (os 150 primeiros pagantes)

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Jornal O Dia
18/11/2008 01:31:00

Tia Surica tempera o samba

Pastora da Velha Guarda da Portela, famosa pela feijoada, celebra aniversário em show no Rival
Julio Biar

Rio - Iranete Ferreira Barcellos,uma senhora de voz potente e cozinheira de mão cheia, moradora de Oswaldo Cruz, resolveu comemorar seu aniverário em grande estilo, rodeada de amigos. “São 68 anos bem vividos”, diz Iranete, mais conhecida pelo apelido que ganhou da avó na infância: Surica.

Em show no Teatro Rival, hoje, às 19h30, a tia mais famosa da Velha Guarda da Portela vai reunir os companheiros Monarco, Dona Ivone Lara, Beth Carvalho e Marquinhos de Oswaldo Cruz — “Alexandre Pires e Jorge Aragão ficaram de aparecer”, entrega. E ela promete esticar os festejos. “Ontem fiz apenas uma ‘jantinha básica’ lá em casa, hoje tem o show e, dia 29, um feijão na Cidade do Samba”, anima-se.

Seu feijão, aliás, leva centenas de pessoas à quadra da Portela, no primeiro sábado de cada mês um sucesso seguido pelas co-irmãs. “A idéia é minha, da (pastora) Áurea , da Cristina (Buarque) e do Marquinhos da Oswaldo Cruz. Começamos com 250 pessoas no bar da Tia Vicentina. A Portela era um gigante adormecido, hoje em dia a quadra está bombando ”, lembra a sambista.

Também responsável pelo renascimento do ‘Trem do Samba’, Marquinhos acompanha a carreira da cantora. “São poucas as pessoas que colocam tanto sentimento quando cantam. A voz da Tia Surica é inconfundível, assim como a do ‘Seu’ Monarco”, derrama-se.

Acompanhada pelo Grupo Semente e pelo maestro Paulo 7 Cordas, a aniversariante promete cantar sucessos como ‘Quantas Lágrimas’, de Manacéa, ‘Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida’, o hino azul-e-branco de Paulinho da Viola, e ‘Ditado Certo’, de Monarco.

A admiração pelo companheiro da Velha Guarda faz a pastora brincar. “É igual à Portela: se eu for falar de Monarco, hoje eu não vou terminar”, diz, parodiando o samba ‘Passado de Glória’, clássico do compositor. “Surica tem um passado digno, chegou a puxar o samba-enredo ‘Memórias de um Sargento de Milícias’, em 1966”, retribui Monarco, lembrando a vitória portelense embalada pela voz da pastora.

Em 2004, Tia Surica lançou seu primeiro disco solo e quer repetir a experiência. Enquanto não volta aos estúdios, ela divide seu tempo entre o samba e a culinária. “Não tem ciência, tudo o que você faz com amor, a tendência é dar certo”, ensina.

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OUTUBRO 31, 2008 - NOTAS MUSICAIS


Machete se equilibra no trapézio do ecletismo

 

Prestes a lançar o CD e DVD Eu Não Sou Nenhuma Santa pela gravadora EMI Music, Silvia Machete está encerrando a série de shows calcados em seu primeiro independente disco, Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos, editado em 2006. Cultuada na cena indie carioca por conta do caráter performático de suas interpretações, Machete sobe literalmente no trapézio e consegue se equilibrar no ecletismo de um roteiro que vai de Roberto e Erasmo Carlos (Gente Aberta, bem-sacado lado B) a Sérgio Sampaio (Foi Ela), passando por Guns N' Roses (Sweet Child of Mine). A propósito, o tema de Axl Rose e Slash foi rebobinado em dueto com o talentoso Momo na apresentação única agendada pela cantora no Teatro Rival e feita na noite de quinta-feira, 30 de outubro - com direito a uma peruca azul posta na cabeça de Momo e a um ventilador manuseado pela intérprete.

É sintomático, aliás, que o roteiro inclua Girls Just Want to Have Fun, o sucesso de Cyndi Lauper. No palco, Machete é uma cantora que parece querer somente diversão. E, sim, ela diverte com seus bambolês e com as performances acrobáticas. Contudo, Machete consegue entreter sua platéia não somente pelo fato de lançar mão de truques circenses, mas por se mostrar uma cantora afinada e de universo bem original. Ao subir no trapézio, a propósito, a cantora entoa lá do alto 2 Hot 2 Be Romantic, parceria sua com Nick Jones que soa como um clássico da canção americana da primeira metade do século 20. Quando canta Curare (Bororó) cheia de dengo, bem acompanhada pelo violão de Edu Krieger, Machete se mostra apta a vôos musicais mais altos - ainda que ela soe especialmente talhada para um repertório que se preste mais a um tom jocoso e sensual. Nessa linha, Eu Não Tenho Namorado - pérola juvenil do repertório de Celly Campelo (1942 - 2003) - é um achado e ganha registro gracioso da artista. Comunicativa, Silvia Machete tem sobrenome que rima com chacrete - como a própria, perspicaz, ressalta em cena - e mostra que sabe comandar o seu auditório ao vivo e em cores quentes e sensuais como o vermelho que adorna o cenário kitsch. Nem era preciso recorrer a tantos convidados. Machete, por si, garante a atenção do público.
posted by Mauro Ferreira at 10:28

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Virgínia amarra show camerístico com laço afro

Resenha de show
Título: Recomeço
Artista: Virgínia Rodrigues
Local: Teatro Rival (RJ)
Data: 16 de outubro de 2008
Cotação: * * * * 1/2
Em cartaz até sábado, 18 de outubro de 2008, às 19h30m

Quando se aventura a encarar uma interpretação a capella de Por Toda Minha Vida, no bis do show de lançamento de seu quarto CD, Recomeço, Virgínia Rodrigues já nem consegue surpreender a platéia, pois, no decorrer do recital, a cantora baiana já havia mostrado tantas interpretações arrepiantes como a do bis que o público, embora embevecido, já nem fica impactado diante do virtuosismo vocal da artista. Já soa até natural tanta beleza e força naquela voz projetada na peça Bai Bai Pelô, encenada em 1994 pelo Bando de Teatro Olodum, do qual saiu também o ator Lázaro Ramos, uma das presenças vips da estréia nacional do novo show de Virgínia, na noite de quinta-feira, 16 de outubro de 2008, no Teatro Rival, no mesmo palco onde a cantora se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro, em 1997, para lançar seu CD de estréia, o luminoso Sol Negro, infelizmente já tirado de catálogo.

Em cartaz até sábado, 18 de outubro, o show Recomeço segue obviamente a estética camerística do recém-lançado disco homônimo, mas sem reproduzir exatamente o som ouvido no álbum. Prmeiro, porque o pianista que gravou o CD com Virgínia e fez os arranjos, Cristóvão Bastos, não integra o trio que acompanha a cantora em cena. Cabe no show ao igualmente virtuoso Itamar Assiére assumir o piano e assinar os arranjos calcados no instrumento. Segundo, porque a cantora amarra o roteiro com o laço afro que caracteriza seu canto operístico que transita na fronteira entre o lírico e o popular. A ponto de o show ser encerrado (antes do bis) com quente afro-samba, Labareda, adornado pela percussão refinada de João Bani e acompanhado (no refrão) pelo público enquanto a cantora ensaia uns passos de dança pelo palco. Labareda vem do repertório do CD anterior da artista, Mares Profundos (2003), do qual a cantora pesca também o Canto de Xangô e o Canto de Ossanha, este numa interpretação absolutamente arrebatadora que (re)afirma a total propriedade de Virgínia ao se apoderar dos afro-sambas de Baden Powell (1936 - 2000) e Vinicius de Moraes (1913 - 1980). É dela!!!

Extrapolando o repertório do CD Recomeço, a cantora apresenta também uma sublime Melodia Sentimental, pouco antes de realçar toda a melancolia contida em Hora da Razão, um dos sambas nobres do repertório do compositor baiano Batatinha (1924 - 1997). Contudo, Virgínia Rodrigues não nega as liberdades estéticas e estilísticas testadas em Recomeço ("Cada disco é um desafio", confidenciou em cena, na estréia). Emoldurada ora pelo toque do violoncelo de Iura Ranevsky, ora pelo piano de Assiére, ou mesmo pelos dois, a voz de mezzo-soprano da cantora passeia lírica e majestosa por músicas como Alma, Canção de Amor, Todo Sentimento, Beatriz (destaque do show, como no disco) e Boa Noite, Amor - todas regravadas no CD que a gravadora Biscoito Fino acaba de pôr nas lojas. Pena que, ainda insegura com as músicas mais difíceis, como Triste Baía da Guanabara e Porto de Araújo (a propósito, duas apropriadas sugestões de Olivia Hime, diretora artística da Biscoito Fino), Virgínia Rodrigues precise ler as letras das composições enquanto as canta. Mas isso é detalhe pequeno de um show de grande beleza que merece ser apreciado.

 

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Tributo a Waly Salomão no Rival: 'Quem fala de mim tem paixão'

O Globo Online
Leonardo Lichote
24/9/2008

Retrato 'familiar' durante o ensaio para o show / Foto Leonardo Aversa"Nada que se aproxima nada me é estranho

Fulano sicrano e beltrano

Seja pedra seja planta seja bicho seja humano"

Os versos de "Olho de lince", na voz do próprio autor Waly Salomão, abriram o tributo (Adriana Calcanhotto preferiu chamar de "visita") ao poeta nesta terça-feira no Rival. Hoje, quarta, tem de novo. Recomendo.

As palavras da abertura ecoam ao longo do show. "Nada me é estranho". Não apenas pelos versos - que cortam e costuram lúdico e lúbrico, sentimentalismo e cinismo, instinto e cultura. Mas sobretudo porque, na estréia, ficaram marcadas para mim, mais que as semelhanças, as diferenças entre aqueles artistas reunidos em torno de Waly: Jards Macalé, Calcanhotto e VulgoQinho & Os Cara (banda que tem entre seus integrantes Omar Salomão, filho do homem). O poeta era a intersecção possível entre eles - não a única, claro, mas talvez a mais forte.

Adriana:

- Waly me deu muito, mas o mais importante foi um Macalé e um Omar.

Macalé:

- Sorte sua que ele só deu um de cada.

"Fulano sicrano e beltrano". O violão masculino (agressivo até quando terno) dele, o violão feminino (frágil na forma, mas contundente) dela - tudo era Waly. Assim como VulgoQinho & Os Cara, (quase) sempre. A banda deu um vigor, hmmm..., jovem - difícil escrever isso sem pensar no personagem do Chico Anysio falando "pô, mão, sou xovem", mas acho que a palavra é essa mesma - à obra do homenageado. Jovem, mas não ingênuo, com seus grooves quebrados, guitarra cheia de texturas etc. Bateu mal no meu ouvido só a leitura de "Juízo final", de Nelson Cavaquinho e Elcio Soares - um belo exemplo de descompasso entre canção e interpretação, uma leitura de quem não faz a mínima idéia do que são aqueles versos, aquela melodia. Como o grupo, de uma forma geral, o vocalista Qinho se saiu bem no encontro com Calcanhotto e Macalé. Tem boa voz e estilo, mas muitas vezes o segundo parece pesar mais na balança - e o abuso de dicção arrastada, repleta de (muitas aspas) """""""carioquice""""""" não ajuda.

Mais uns comentários soltos:

- "Anjo exterminado" e "Anjo exterminado" são duas canções completamente diferentes - uma na voz de Calcanhotto, outra na de Macalé. As duas ótimas

- "Cobra coral" tá bonita. Assim como "Real Grandeza", "Dona de castelo", "A fábrica do poema", "Vapor barato"...

- Calcanhotto cumpriu sua promessa e fez uma música inédita sobre poema de Waly, "Motivos banais reais". Googlando, achei uma referência sobre uma versão musicada feita por Caetano Veloso. Mas não descobri mais nada.

- O final - todos perdidos, meio sem saber o que fazer no palco enquanto rolava a gravação de "Ponto de luz" - foi bem anticlímax

***

Abaixo, como foi ontem (terça). Hoje (quarta) deve ser por aí também:

Voz de Waly declamando "Olho de lince"

Macalé e VQ&OC

"Olho de lince"

"Negra melodia"

"Mal secreto"

Macalé

"Revendo amigos"

"Real Grandeza"

Macalé e Calcanhotto

"Dona de castelo"

"Anjo exterminado"

"Teu nome mais secreto"

Calcanhotto

"Remix século XX"

"A fábrica do poema"

"Motivos banais reais", com participação de Omar

Calcanhotto e VQ&OC

"Cobra coral"

VQ&OC

Omar declama "Barroco"

"Bom dia"

"Juízo final"

"Soubesse cantar"

VQ&OC, Macalé e Calcanhotto

"Vapor barato"

Vídeo de Waly cantando "Vingança"

--- BIS ---

VQ&OC, Macalé e Calcanhotto

"Ponto de luz"

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Vindo para a redação, ouvi "Queda" (de Luciano Salvador Bahia) no rádio, na voz de Celso Fonseca. Conheço também na gravação de Marcia Castro e, toda vez que ouço a música, sorrio e penso o mesmo: que canção fantástica! Sobretudo quando chega o verso "Viver é perigoso".

 

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Jards Macalé homenageia o poeta Waly Salomão em show no Rival

O Globo Online

RIO - Seis anos após a sua morte, o poeta Waly Salomão será homenageado na terça-feira e na quarta-feira no palco do Rival Petrobras. A noite será conduzida por um dos principais parceiros musicais de Waly, o cantor Jards Macalé, e terá a participação de Adriana Calcanhotto. Omar Salomão, filho de Waly, recitará poemas do pai acompanhado por sua banda, Vulgo Qinho & Os Cara.

Entre as canções selecionadas para o show, estão alguns clássicos da música brasileira compostos pela dupla Waly-Macalé, como "Vapor Barato" e "Mal Secreto". Macalé, que dedicou seu penúltimo disco "Real Grandeza" ao amigo, quer evitar que a noite ganhe um tom triste ou nostálgico.

- Prefiro não falar em tributo, porque isso tem um significado meio esquisito. O que vamos fazer é "visitar" o Waly. Ele está vivo através de sua obra, que é muito poderosa. Onde está Waly? Amanhã ele vai estar lá no palco do Rival.

O show será aberto por Macalé e Vulgo Qinho, que cantarão o a música "Negra Melodia". Em seguida, o anfitrião cede o palco para Adriana Calcanhotto e a banda convidada. A cantora mostrará ao público uma poesia de Waly, musicada por Adriana especialmente para o show. Ouça a faixa "Anjo Exterminado, gravada por Adriana Calcanhotto e Jards Macalé.

- Este show será uma espécie de encontro de amigos, algo intimista. Acho que esse clima de homenagem não tem muito a ver com a noite, disse Omar Salomão.

Omar pretende cantar, também, algumas poesias de suas autoria, como "Soubesse cantar", que após virar música, tornou-se um dos maiores sucessos de sua banda. Além disso, foram incluídas no repertório do show algumas canções de Waly feitas em parceria com outros compositores, como "Cobra coral", musicada por Caetano Veloso.

 

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Jards Macalé e Adriana Calcanhotto em tributo ao poeta Waly Salomão

JB Online

RIO - O cantor e compositor Jards Macalé foi convocado para prestar uma homenagem a um saudoso parceiro e amigo: o poeta, compositor e produtor Waly Salomão, um importante nome da cultura brasileira.

Macalé irá se juntar a Omar Salomão, filho de Waly, e contará com as participações especiais de Adriana Calcanhotto e a banda VulgoQinho & Os Cara, para um espetáculo recheado de clássicos da produtiva obra desse artista.

O encontro de gerações que promete emocionar e ficar na história da MPB acontece nesta terça e quarta, às 19h30, no Teatro Rival, que fica na Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia.

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